Pix comemorou seu 5º aniversário neste domingo

Desde seu lançamento, em 2020, o novo modelo de transação financeira já tem mais de 150 milhões de usuários pessoas físicas

Atualizado em 17/11/2025 às 11:11, por Ana Beatriz Justino.

umimagem mostra uma mão segurando um celular dentro de um aplicativo bancário, no fundo temos uma tela desfocada onde se lê o logotipo do PIX

O Pix possui um sistema próprio de banco de dados chamado DICT - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A história do Pix

Desde dezembro de 2016, o então presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tinha como objetivo, segundo a Agenda BC+, modernizar e tornar mais eficiente o sistema financeiro do país, além de fomentar a inclusão financeira. Em 2018, os trâmites para criação do formato de pagamento começaram a ser discutidos e, em maio, o Banco Central criou o Grupo de Trabalhos Pagamentos Instantâneos, que ficou responsável por ajudar na construção do Pix. O grupo formado por cerca de 130 instituições de diferentes áreas participaram das discussões para criar a nova forma de pagamento.

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Em 2019, depois da definição do que é o Pix e seu modo de funcionamento, o Banco Central desenvolve o banco de dados e assume a administração da nova criação, mas o Pix só tem seu lançamento feito em 2020. Na ocasião, Roberto Campos Neto, então presidente da instituição, disse que a ideia veio da demanda populacional por uma forma de fazer transações financeiras de forma rápida, barata, transparente e segura.

Em outubro de 2020, o banco estabeleceu a gratuidade para pessoas físicas e MEI’s e até hoje o Pix permanece gratuito para pessoas físicas. O teste do novo formato de transação aconteceu em 3 de novembro de 2020 para uma parcela dos clientes de instituições financeiras e, duas semanas, depois o Pix foi lançado oficialmente para todos os clientes com funcionamento 24 horas e criação de chaves.

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Em um estudo realizado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) o Pix ajudou a economizar, entre janeiro e setembro de 2025, R$38,3 bilhões. Os cálculos foram baseados no custo das transações financeiras como as TED’s (transferências Eletrônicas Disponíveis) em comparação com as transações feitas via Pix. Segundo o MBC, a economia é, em média, de $0,60 por transação feita via Pix.

Novas atualizações do Pix

Em outubro de 2025, o Banco Central tornou obrigatória, para as instituições bancárias, a disponibilização do Pix Automático. Nesse formato a transação pode ser “programada” uma única vez e os pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços acontecem automaticamente, a exemplo dos pagamentos por débito automático. Segundo o Banco Central, com essa nova extensão o Pix vai incluir às transações, cerda de 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

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Essa nova resolução vai contribuir não só com população, mas também com empresas, já que para aderir o novo formato do Pix a empresa ou o MEI deve solicitar a adesão no próprio banco, mas a modalidade automática é válida apenas para transações entre pessoas físicas e empresas.


Ana Beatriz Justino

Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Possui grande atração por gênero, cultura e politica. Atuou como estagiária da Agência Primaz entre outubro e dezembro de 2025.