Pesquisa sobre diabetes procura voluntários na região

O Programa de Prevenção de Diabetes (PROVEN-DIA) está à procura de voluntários para uma pesquisa sobre mudança de hábitos e diabetes. A pesquisa vai selecionar 53 participantes com níveis de hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%, para fazer acompanhamento sobre o desenvolvimento da doença, ao longo de três anos. A pesquisa, que vai ser realizada em diferentes regiões do país utilizando o mesmo protocolo, é coordenada, em Ouro Preto, pela professora Joana Ferreira do Amaral, do Departamento de Nutrição Clínica e Social da Universidade Federal de Ouro Preto (Dencs/UFOP).

Atualizado em 24/10/2025 às 10:10, por Ana Beatriz Justino.

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A PROVEN-DIA é uma pesquisa realizada em diferentes regiões do Brasil que busca avaliar o Programa de Prevenção de diabetes

Segundo a pesquisadora Joana Ferreira do Amaral, até 2040 a diabetes será a terceira principal causa de morte - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo a pesquisadora Joana Ferreira do Amaral 10,5% dos brasileiros são portadores de diabetes no Brasil, e a doença pode ocasionar diferentes complicações, entre elas cegueira e doenças renais. “As complicações podem comprometer de forma drástica a qualidade de vida das pessoas, mas também aumentar a mortalidade da população”, comenta a professora.

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Quem pode participar da pesquisa sobre diabetes?

Para se voluntariar é preciso ter 18 anos ou mais e estar em condição pré diabética, o que significa que os níveis de açúcar no sangue estão altos, mas ainda não são considerados como diabetes. Também é necessário que o índice de massa corporal (IMC) do voluntário esteja entre 18,5 e 34,9 kg/m², resultado obtido pela divisão do peso (em quilos) pela altura (em metros), elevada ao quadrado. E, por fim, é preciso que quem deseja participar tenha um celular ou computador com acesso à internet.

Ser portador de diabetes ou tomar medicação para abaixar a glicose, gravidez, ter orientação nutricional ou fazer atividade física com acompanhamento individualizado são critérios de exclusão ou impedimento para a participação na pesquisa. Esses critérios, segundo a pesquisadora Joana Amaral, garantem a qualidade da pesquisa e dos resultados.

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Durante a pesquisa, vai haver monitoramento dos voluntários por meio de exames básicos a cada seis meses, com ressarcimento das despesas de transporte devido aos monitoramentos presenciais, além da disponibilização de lanche pós procedimentos e alguns brindes. Para a coordenadora da pesquisa, o monitoramento é o maior benefício que o participante pode ter, uma vez que “é associado ao encaminhamento e aconselhamento à procura de atendimento especializado, caso algum exame aponte a necessidade”.

As pessoas podem se inscrever preenchendo oquestionário de triageme, mais informações podem ser obtidas pelo e-mailprovendia@ufop.edu.brou pelo WhatsApp (31) 99822 5699.

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Sobre a pesquisa

A pesquisa é apoiada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), envolve outros seis hospitais no Brasil e o Ministério da Saúde. A pesquisa tem a função de contribuir com um diagnóstico nacional, além de testar um novo protocolo de prevenção.

Segundo Joana Amaral existem diferentes estudos sobre o tema em muitos países, mas no Brasil ainda não existe um protocolo de prevenção “bem estabelecido, com dados de impacto real sobre a incidência da doença”. A pesquisa PROVEN DIA se encaixa nessa lacuna de informações.


Ana Beatriz Justino

Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Possui grande atração por gênero, cultura e politica. Atuou como estagiária da Agência Primaz entre outubro e dezembro de 2025.