Nova Mesa Diretora é empossada na Câmara de Itabirito
Mandato de presidente, vice e secretário, é de apenas um ano
Danilo Grilo e Léo do Social, ladeados por Raphael Von Rondow e Élio da Mata (à direita) – Foto: Divulgação/Câmara de Itabirito
A Câmara Municipal de Itabirito realizou, nessa sexta-feira (02), a Sessão Solene de Posse da Mesa Diretora que vai conduzir os trabalhos do Poder Legislativo até 31 de janeiro de 2026. Foram empossados os vereadores Léo do Social (PSDB), no cargo de presidente; Danilo Grilo (Cidadania), como vice-presidente; e Fernando da Sheila (Mobiliza), como secretário. O vereador Fernando participou da solenidade de forma remota, realizando a assinatura do termo de posse de maneira digital.
Posse dos membros da Mesa Diretora
A sessão foi conduzida pelo então presidente da Câmara de Itabirito, Márcio Antônio de Oliveira Júnior, que abriu oficialmente os trabalhos e desejou êxito aos novos dirigentes do Legislativo. A solenidade contou com a presença do prefeito de Itabirito, Élio da Mata Santos, do vice-prefeito, Raphael Von Rondow Nascimento, além de autoridades municipais, vereadores, servidores, familiares e cidadãos.

Após a assinatura do termo de posse, o novo presidente da Câmara de Itabirito, Léo do Social, fez seu pronunciamento, destacando ser “um desafio muito grande a gente assumir a presidência desta Casa, porque a gente sabe que Itabirito está num processo de desenvolvimento muito grande. Com os três poderes trabalhando numa linha constante, a gente consegue trazer um resultado melhor para o nosso município. A gente propõe fazer um trabalho sério, com muita dedicação, propondo as melhores leis possíveis para conduzir esta cidade, sempre pensando no bem-estar da nossa população”, afirmou o novo presidente.
Em um segundo pronunciamento, Léo do Social reviveu episódios de sua vida, como o episódio de 2006, quando, ao se mudar para Belo Horizonte, prometeu a seu pai que um dia retornaria a Itabirito para ser prefeito, tendo voltado e conseguido o incentivo do amigo Bruno para candidatar-se à Câmara de Itabirito.
Mencionando suas várias reeleições, reafirmou seu desejo de, um dia, se Deus permitir, liderar o município como prefeito, para trazer o melhor para Itabirito:
Ganhei uma eleição, ganhei outra, ganhei outra, fui reeleito agora. E um dia, Doutor Élio prefeito de Itabirito , se Deus me abençoar, eu quero poder estar lá em cima, direcionando o nosso município, porque eu tenho esse desejo no meu coração. Então, eu faço a minha parte para que, se Deus achar que eu mereço e que eu sou capaz, ele possa fazer a dele e me colocar lá em cima para eu direcionar, assim como vocês estão fazendo tão bem hoje, o nosso município, trazer o melhor que a gente puder para Itabirito
Ausência quase total da oposição na posse da Mesa Diretora da Câmara de Itabirito

No início de seu pronunciamento, Leandro Silva Marques, conhecido como Léo do Social, havia manifestado seus agradecimentos a todos os que, em suas palavras, contribuíram para que ele pudesse assumir o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Itabirito, em especial aos 10 vereadores que votaram nele na eleição realizada em 22 de dezembro de 2025.
Na ocasião, Léo mencionou, nominalmente, os vereadores Pastor Anderson, Daniel Sudano, Danilo Nonato, Danilo Grilo, Fabinho Fonseca, Fernando da Sheila, Lucas do Zé Maria, Manoel da Autoescola, Márcio Oliveira e Rose da Saúde, que apoiaram sua candidatura, derrotando a chapa formada pelos vereadores Dr. Edson, Ezio Pimenta e Renê Butekus, que obtiveram apenas quatro votos, entre eles o de Max Fortes.
No discurso, o presidente do Legislativo itabiritense fez questão de agradecer a presença do vereador Ezio Pimenta (Solidariedade), único integrante da chapa derrotada a comparecer à solenidade de posse. “Quero agradecer aqui ao Ezio (...) pela sua sensibilidade. Não esperava diferente de você[que], enquanto oposição, está aqui me prestigiando, porque eu acho que democracia é isso, é a gente concorrer e nos respeitar a cada dia, e isso nunca faltou e nunca faltará entre nós. Então você tem sempre o meu respeito, viu, Ezio?”.
Além de Dr. Edson (Republicanos) e Renê Butekus (PSD), a cerimônia não contou também com a presença do vereador Max Fortes (PSD), mas a reportagem da Agência Primaz não conseguiu fazer contato com Ezio Pimenta e com os vereadores ausentes.
Antes do encerramento da sessão, foi realizada a inauguração da foto do ex-presidente da Câmara, Márcio Antônio de Oliveira Júnior, na galeria dos ex-presidentes, localizada no hall de entrada da Casa Legislativa.
Mandatos de dois anos da Mesa Diretora em Mariana e Ouro Preto
Ao contrário de Itabirito, onde os mandatos da Mesa Diretora da Câmara Municipal têm duração de 12 meses, inclusive com direito à reeleição, as legislações de Mariana e Ouro Preto preveem eleições internas a cada dois anos, vedando a reeleição dentro de uma mesma legislatura (período de quatro anos entre duas eleições municipais.
Em Ouro Preto, VantuirSilva foi eleito presidente, no dia 1º de janeiro de 2025, juntamente com Kuruzu (vice-presidente), Renato Zoroastro (1º secretário) e Alex Brito (2º secretário), com mandato até 31 de dezembro deste ano.
Em Mariana, na mesma data, Ediraldo Ramos (PSB) encabeçou a chapa, tendo Maurício Borges (PSDB) como vice, Manoel Douglas (PV) como secretário e Roberto Cota (Avante) como 2º secretário. Em chamada nominal, os vereadores elegeram a chapa com 14 votos favoráveis, tendo como única discordância o voto do vereador Marcelo Macedo, decano da edilidade marianense, iniciando seu 7º mandato consecutivo.
Nas duas últimas décadas, entretanto, já ocorreram três tentativas de mudança do parágrafo 2º do artigo 57 da Lei Orgânica do Município de Mariana, que diz: “É de dois anos a duração do mandato dos membros da Mesa, vedada a recondução para os mesmos cargos na eleição imediatamente subsequente na mesma legislatura”.
Em 2010, depois da cassação de Roque Camêlo e do afastamento de Terezinha Ramos, chegou a tramitar no Legislativo marianense uma emenda que beneficiaria Raimundo Horta, então Presidente da Câmara, que ocupava interinamente o cargo de prefeito, permitindo que ele continuasse nessa posição a partir de 1º de janeiro de 2011. A iniciativa não prosperou, resultando na eleição de Geraldo Sales (PDT) para o posto máximo da Mesa Diretora da Câmara e sua posse como prefeito interino, situação que perdurou até o final de agosto daquele ano, com a recondução de Terezinha Ramos ao cargo.
Mais recentemente, em junho de 2022, uma nova proposta foi protocolada na Câmara, desta vez durante o mandato interino de Juliano Duarte, iniciado no ano anterior, quando Celso Cota (PMDB), vencedor da eleição de 2020, foi impedido de tomar posse.
A proposição sequer foi colocada em votação no plenário, inclusive em função do afastamento de Juliano Duarte do Executivo, obedecendo a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a posse de Ronaldo Bentocomo prefeito interino.

Na 44ª reunião ordinária de 2025 da Câmara Municipal de Mariana, foi discutido e votado o Projeto de Emenda Modificativa à Lei Orgânica Municipal n°03/2025, assinado pelo presidente Ediraldo Ramos (PSB) e pelos vereadores Mauricio Antônio Borges Andrade e Silva (PSDB), Pedro Ulisses Coimbra Vieira (PSDB), Samuel de Freitas Martins (Republicanos), Valmir Aparecido de Oliveira (PSB), José Sales de Souza (PDT), Pedro Henrique da Paixão Sousa (PV), Ronaldo Alves Bento (PSDB), José Antunes Vieira (PSDB), João Bosco de Freitas (PSB) e Roberto Nicolau Cota (Avante).
Colocada em votação, o presidente explicou que a proposição não implicaria, automaticamente, em sua candidatura à reeleição em dezembro de 2026:
Pessoal, eu vou fazer essa votação aqui nominal, aí eu vou chamar um por um e pode dar o voto e pode 'tá' falando sobre o projeto. Eu só vou lembrar aqui que eu tive a ideia desse projeto, igual é feito na Assembleia Legislativa, eu acho interessante, e isso também não significaria que eu seria candidato à reeleição. É só uma proposta que eu acho interessante, mas aí quem se achar à vontade para votar, peço voto a cada um de vocês
Com os votos contrários de Maurício, Manoel Douglas, Ronaldo Bento, Marcelo Macedo, Fernando Sampaio, Valmir do Gesso, Samuel de Padre Viegas e Ítalo de Majelinha, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica foi reprovado, uma vez que esse tipo de matéria exige a maioria absoluta (dois terços) dos votos favoráveis.
Alguns dos vereadores que votaram contrários à medida, mas assinaram a proposição, justificaram sua posição seja devido a novo entendimento relacionado ao assunto ou, como no caso de Samuel, alegando que a assinatura foi colocada no documento apenas para permitir sua tramitação. “Meu voto é contrário. (...) Eu assinei o projeto para que ele possa vir à discussão aqui na Casa. Não quer dizer que eu assinei, que eu vou votar a favor desse projeto. Então, meu voto é contra, porque eu sou a favor da Câmara como um espaço de renovação. Então, eu não concordo com essa resolução”, afirmou o vereador do Republicanos.

Luiz Loureiro
É jornalista graduado pela UFOP, fundador, sócio proprietário e editor chefe da Agência Primaz de Comunicação.
















