Juliano Duarte e Marcelo Macedo disputam a Presidência da Câmara de Mariana

O vencedor pode assumir interinamente o cargo de prefeito do município

Atualizado em 31/12/2020 às 11:12, por Luiz Loureiro.

Composição das chapas concorrentes à direção da Câmara Municipal de Mariana para o biênio 2021/2022 - Arte: ASCOM/Câmara de Mariana

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Foi encerrado, às 17h desta quarta-feira (30), o prazo para registro das chapas concorrentes à Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2021/2022. Como antecipado pela Agência Primaz na reportagem Juliano Duarte quer Presidência da Câmara e pode virar prefeito interino de Mariana, o vereador reeleito pelo Cidadania confirmou suas pretensões, compondo chapa com os vereadores Ronaldo Bento (PSB), Pedrinho Salete (Cidadania) e João Bosco (PDT), candidatos aos cargos de vice-presidente, 1º e 2º secretário, respectivamente. A segunda chapa foi formada por Marcelo Macedo e Zezinho Salete, ambos do PMDB, Ricardo Miranda (Republicanos) e Preto do Mercado (PV). Se não houver nenhuma decisão de última hora da Justiça Eleitoral, Juliano ou Marcelo vão assumir interinamente a administração municipal e, caso seja o irmão do atual prefeito, vai se repetir uma situação que já ocorreu em Itabirito, no dia 1º de janeiro de 2009.

Por telefone, nossa reportagem fez contato com os postulantes à presidência da Câmara Municipal de Mariana.

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Para o vereador Juliano, “é muito difícil a gente falar termos de votos, porque a eleição da Câmara sempre é muito difícil, principalmente no cenário atual, em que o presidente pode ocupar o cargo de Prefeito de Mariana”. Mas deu alguns detalhes a respeito das conversas que resultaram na composição da chapa. “Foram muitas conversas com os partidos e vereadores, até que conseguimos montar essa chapa com o Ronaldo, Pedrinho e João Bosco, com o apoio dos vereadores que caminham conosco”. Questionado sobre quem seriam esses vereadores, Juliano afirmou que são os oito eleitos pelos partidos que integraram a coligação Participação e Confiança, além de Sônia Azzi (DEM) e os vereadores eleitos pelo Avante, Ediraldo Pinico e Maurício. “Na verdade, procurei todos os vereadores. Procurei o Ricardo[Miranda], tentei contato com o Zezinho[Salete] e o Marcelo[Macedo]. Mas é natural que cada um tenha a sua aspiração”, declarou Juliano.

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Nós montamos a chapa e vamos participar do processo que, a gente sabe, só vai ser decidido mesmo no dia 1º de janeiro”, declarou Marcelo Macedo, ressaltando que “colocamos o nome para ser Presidente da Câmara, não colocamos o nome para ser Prefeito de Mariana. Não é esse o propósito”. Afirmou ainda que, se tiver que assumir a Prefeitura, “a maior preocupação nossa é a cidade, é Mariana. Nós precisamos de um choque de gestão nesse momento”. Segundo Marcelo, a composição da chapa foi um consenso do “grupo que venceu as eleições”, revelando que “ainda estamos buscando mais apoio, em conversas de bastidores que eu não posso divulgar agora”.

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Apoios das chapas

A Agência Primaz não teve retorno do vereador Ediraldo Pinico (Avante) e foi informada que a vereadora Sônia Azzi não iria se manifestar antecipadamente, inclusive por estar se recuperando da internação recente, motivada por contágio da Covid-19. Mas nossa reportagem conseguiu falar com Maurício, também do Avante, que confirmou ter assinado um documento de apoio à chapa encabeçada por Juliano Duarte. “Estou apalavrado. Nós fizemos o fechamento dessa forma e eu assinei”, declarou Maurício. Mas fez questão de deixar claro que procurou ouvir todos os envolvidos e que tomou essa decisão como representante da população que o elegeu. “A partir do instante que você se elege, você está ali para representar o povo. E o primeiro passo é ouvir a todos. Meu propósito foi ouvir todos que vieram me falar[sobre a eleição]”, declarou. E finalizou afirmando que “o Juliano tem demonstrado o seu trabalho, já ha vários mandatos, é um vereador atuante, e tem condições de conduzir a cidade nesse momento de ‘imbróglio’ político”.

Situação inusitada, mas não inédita

Caso Juliano Duarte vença a eleição para a Presidência da Câmara e exerça, interinamente, o cargo de chefe do Executivo municipal, ele vai suceder ao próprio irmão, Duarte Júnior, reeleito em 2016. Essa situação pouco usual, não vai acontecer pela primeira vez. A Região dos Inconfidentes já vivenciou esse fato, ocorrido em Itabirito, no dia 1º de janeiro de 2009.

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Eleito em 2004 pelo PSDB, Waldir Silva Salvador de Oliveira (Juninho) tentou a reeleição à Prefeitura de Itabirito em 2008. Ele obteve mais de 50% dos votos válidos, mas foi considerado inelegível devido à rejeição das contas públicas no mandato exercido entre 1989 e 1992. Seu irmão, Alexander Silva Salvador de Oliveira, conhecido como Alex Salvador, foi eleito Presidente da Câmara e assumiu interinamente o cargo de prefeito. Até que, em uma eleição suplementar, realizada em novembro de 2009, Manoel da Mota Neto venceu o próprio Alex Salvador, tomando posse em dezembro do mesmo ano.

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Criado peloMarcelo, do Trato


Luiz Loureiro

É jornalista graduado pela UFOP, fundador, sócio proprietário e editor chefe da Agência Primaz de Comunicação.